Quando a empresa acredita que está fazendo tudo certo, mas carrega um passivo invisível dentro da própria operação.
O que significa
A classificação fiscal não é apenas um código cadastral. Ela define a tributação aplicável, influencia o tratamento administrativo e pode alterar o nível de risco de uma operação perante a fiscalização. Quando a Receita entende que a NCM utilizada não era a correta, o reflexo costuma atingir não apenas a importação fiscalizada, mas também operações passadas semelhantes.
Erros mais comuns
Entre os equívocos recorrentes estão a repetição automática da NCM historicamente utilizada, a confiança irrestrita na classificação indicada pelo fornecedor estrangeiro, a ausência de laudo técnico e a falta de revisão periódica do portfólio importado. Em regra, o problema não nasce de má-fé, mas de um processo interno sem revisão crítica adequada.
O que fazer na prática
Ao primeiro sinal de inconsistência, o ideal é agir em duas frentes: defesa do passado e saneamento do futuro. Isso inclui revisar a classificação dos produtos, organizar memorial descritivo, buscar laudos técnicos, reavaliar atributos e, se já houver autuação, estruturar uma impugnação administrativa tecnicamente fundamentada.
